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Tragédia em Realengo no Rio de Janeiro

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Tragédia em Realengo no Rio de Janeiro

Em mais uma vez o Brasil presenciou nesta ultima quinta feira, dia 07 de abril por volta de 08h30min da manhã, uma imensa tragédia que chocou o país, ocorrida no estado do Rio de Janeiro envolvendo um ex-aluno de uma escola municipal. O ex-aluno do colégio Municipal Tasso Oliveira no bairro de Realengo chamado Wellington Meneses de Oliveira, de 24 anos de idade, invadiu a escola dizendo aos diretores e funcionários que daria uma palestra e com dois revolveres calibre 38 com munições profissionais, entrou sucessivamente nas salas e começou a disparar contra os alunos de ensino fundamental e ensino médio. A escola está completando 40 anos agora em 2011, e a direção alega que sempre chamava, saudavelmente, alguns alunos de períodos anteriores para palestrar sobre a vida e a importância dos estudos.

A direção da escola conta que Wellington era muito reservado, fosse durante atividades em grupos ou somente em uma roda de amigos. E ao chegar ao local, os funcionários contam que o jovem teria, primeiramente, procurado por uma professora que já havia dado aula para ele em alguns anos anteriores, porém como não a encontrou subiu até primeiro andar, entrou nas salas do oitavo ano (ensino fundamental) e começou a disparar incontrolavelmente. Com a iniciação dos barulhos que os tiros estavam fazendo, iniciou-se uma gritaria e toda a catástrofe estaria começada. Os funcionários contam também, que ao subir para o segundo andar, duas crianças da primeira sala que não havia se ferido gravemente conseguiram fugir e gritar por socorro na rua, por sorte estaria ocorrendo um patrulhamento policial que apreendiam vans piratas a cerca de dois quarteirões da escola, fazendo com que os policiais entendessem a situação agissem mais rápidos para controlar. Ao entrar na escola, o policial ao ver a quantidade de sangue espalhado pelo chão subiu em direção ao som dos tiros e pediu para que Wellington se rendesse, porém o ex-aluno não obedeceu conforme o pedido, o sargento efetuou um disparo no abdômen do assassino, logo após ter sido atingido Wellington caiu no chão e se suicidou dando um tiro em sua própria cabeça. O comandante da Polícia Militar Coronel Mário Sérgio Duarte disse que a tragédia poderia sido até pior.

Tragédia em Realengo no Rio de Janeiro

Com as informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, cerca de 400 alunos do ensino fundamental com faixa etária entre 9 e 14 anos de idade, estudam no período da manhã neste colégio. Com a notícia rolando nos noticiários e manchetes, os pais, tios, irmãos, avós e responsáveis das crianças foram desesperadamente até a porta da escola atrás para apanhar as crianças em segurança, aumentando todo o tumulto na frente desta instituição de ensino. A rua permanece interditada pelos policiais militares para fazerem a perícia do local. O que embaralha os investigadores é o fato do assassino não ter antecedentes criminais, isso dificulta o processo de investigação.

Os alunos, obviamente, ficaram completamente transtornados pelo ocorrido, a imprensa conseguiu depoimento de uma das alunas que dizia: “Ele começou a atirar do nada, e eu me abaixei para me proteger, quando vi minha amiga ferida do meu lado. Ele matou minha amiga dentro da minha sala de aula” – diz a aluna sobrevivente de 12 anos de idade. Ao todo, foram confirmadas 13 vítimas feridas, sendo o numero de 12 mortes, 10 meninas e 2 meninos, com as respectivas identidades: Karine Chagas de Oliveira de 14 anos, Mariana Rocha de Souza de 12 anos , Rafael Pereira da Silva de 14 anos, Milena dos Santos Nascimento de 14 anos, Jéssica Guedes Pereira (idade ainda não divulgada), Bianca Rocha Tavares de 13 anos, Luiza Paula da Silveira de 14 anos, Larissa dos Santos Atanázio (idade ainda não divulgada), Laryssa Silva Martins, 13 anos, Samira Pires Ribeiro de 13 anos e Ana Carolina Pacheco da Silva de 13 anos.

Uma carta escrita e digitada por Wellington Meneses de Oliveira foi encontrada em seu bolso depois de uma revista feita após se suicidar. Na carta o ex-aluno alegou que fez tudo por questões religiosas e que já tinha como intenção se suicidar após o massacre, também descreve o modo como quer que seu corpo seja velado e enterrado. A carta foi impressa de uma impressora comum, e dividida em duas folhas de sulfite. Leia a carta deixada por ele:

“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”

E completa com a outra parte:

“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.”

Com as frustrações das crianças, o Brasil entrou de luto nesta quinta-feira (07) e lamenta o massacre ocorrido no Rio de Janeiro. Alguns casos como este aconteceram ao redor do mundo em países tradicionais como Escócia, Estados Unidos e China, a dúvida que fica no ar é: até quando isso vai acontecer? Ou por quais motivos essas tragédias que envolvem e arrancam a vida pessoas completamente inocentes são cometidas? O fato é que a paz está ausente em algumas sociedades grandes, onde a única esperança é andar o dia inteiro preocupado com tudo o que se pode acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar.

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