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O Plástico Biodegradável

Um dos grandes problemas atuais são os produtos que são recicláveis ou não, que enfatizam o problema ambiental que mais cresce no mundo. Hoje em dia, após dados de pesquisas do Brasil inteiro, é possível afirmar que em um tempo de 5 minutos aproximadamente 50.000 sacolinhas plásticas estão sendo consumidas no Brasil inteiro, tendo como média cerca de 1,5 milhões de sacolinhas sendo consumidas por hora. Embora pareça um numero insignificante e de baixa importância, estes mesmo saquinhos de supermercado que todo mundo consome, forma um volume incomparável no meio dos lixões, e que demora vários séculos para se decompor em meio a natureza, atrasando ainda mais o ciclo de reciclagem que é tão importante diante das crises ambientais. Os saquinhos plásticos causam tanto impacto na natureza que as preocupações são muito crescentes e diversas manifestações para que o desuso desta matéria fosse enfatizado. Este problema já vem sendo cogitado a alguns anos, entretanto, o valor que se dava para ele é muito pouco, acumulando mais lixos e nos deixando diante de situações como as de hoje em dia, com impactos ambientais catastróficos.
Então para a solução deste problema, ou para um inicio de melhorias, os saquinhos plásticos estão sendo analisados e podem vir a serem constituídos por matérias somente biodegradáveis, ou seja, elementos como cana-de-açúcar e o tradicional milho podem ser os fatores que solucionaram este problema. As pesquisas e projetos são duas vezes mais visíveis em empresas e universidades, que por sua vez, trabalham em conjunto para identificar novas formas e materiais capazes de melhorar as composições e aplicações provenientes da origem do plástico, que deve ser renovável. Como as tecnologias influenciam em todos os tipos de pesquisas, as linhas de produções e pesquisas são extensas e diversificadas, gerando produtos de diversas matérias primas tornando-os biodegradáveis ou recicláveis. Entre as duas formas, isto indefere, porem, o que se é tido como preferencia para os pesquisadores é que sejam todos os problemas encontrados sejam recicláveis, com exceção de um só elemento, que na maioria das vezes é reutilizado como saco de lixo: o saco plástico de supermercado.
No estado do Paraná, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), é possível encontrar pesquisadores trabalhando duro em laboratórios produzindo plásticos a partir do material de amido de mandioca. Estes estudos foram iniciados há mais de dez anos, sendo que nos últimos quatro anos, tiverem o acréscimo de uma pequena porcentagem de fibra de cana-de-açúcar. Um dos professores da faculdade, o Fabio Yamashita que é professor de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade de Londrina, disse que eles começaram a ver que poderiam haver grandes dificuldades neste produção pois a mistura entre os elementos não seria adequada para o processo industrial designado ao mercado que produziria esta matéria. Então, mais recentemente, alguns destes pesquisadores decidiram fazer uma mistura entre o amido de mandioca e o polímero fabricado pela “Basf”, o Ecoflex, ainda com indícios de origem petroquímica. E o resultado final foi um produto elogiável com algumas das características que a indústria necessita para produzir o elemento biodegradável.
Unindo uma coisa a outra e realizando todos os processos necessários, vemos que a partir desta mistura, foi possível fazer o teste do uso do plástico biodegradável em algumas atividades encontradas no campo. A categoria de pesquisa teve como uma das atividades mais efetuadas, e também consideradas como principais diante do uso, a cobertura de campos para a plantação de morangos, a embalagem de goiabas quando estão em fase de crescimento, para evitar o ataque de pragas as plantações dos campos e a realização de embalagens de mudas de plantas com uso medicinal em sacos de pequeno porte que, geralmente, são retirados da horta antes deste mesmo plantio. Diversos testes foram feitos consecutivamente, e nos campos onde as plantações de morango eram realizadas, as pesquisas e os testes foram feitos em escalas comerciais, mostrando que é necessário equilibrar a velocidade de degradação que vem do filme plástico, pois o professor Fábio Yamashita alega que a falha encontrada no processo foi o fato de material ter se deteriorado antes do tempo previsto.
Em outras Universidades estaduais também foram realizadas, no interior de São Paulo, a Universidade Federal de São Carlos, a UFSCar, realiza estudos designados a mesma linha. Marilia Motomura, que é engenheira de materiais, alega ter trabalhado com o amido de mandioca, serragem de madeira e fibra de coco. Ela diz ter misturado todas as matérias-primas ao Ecoflex para que pudesse ampliar suas opções de uso do plástico biodegradável, podendo, por exemplo, obter um resultado de plástico mais rígido ou flexível. Características como estas são fundamentais para que o especialista determine qual o tipo de produto final será possível produzir depois de tantas pesquisas. Marília Motomura ainda alega que a aplicação pode ser ainda restrita, e que apenas peças produzidas e industrializadas por meio do processo de extrusão já estão sendo disponibilizadas no mercado. O mercado que cada vez mais esta buscando melhorias para as dependências ambientais, que, se prejudicam a cada segundo no mundo inteiro.
Entretanto, hoje em dia, diante de uma demanda global tão extensa e em meio a tantas procuras de soluções para a isenção de problemas ambientais graves, as empresas cada vez mais estão se munindo de alternativas novas com seus estudantes e especialistas, para oferecer melhores soluções ao mercado. A oitava maior petroquímica do mundo, a “Braskem”, localizada em Triunfo no Rio Grande do Sul, este ano produziu somente plásticos verdes, e, por sua vez, recebeu cerca de 500 milhões de reais entre investimentos e gastos para a capacitação de produzir cerca de 200.000 toneladas de plásticos verdes anualmente. Esta estratégia que esta sendo adotada pela petroquímica Braskem, conta com o uso do etanol como matéria-prima principal, provando cada vez mais que os investimentos brutos em empresas de grande porte são recompensados por uma visão mais ampla de negócios relacionados ao meio ambiente. Então, as petroquímicas se expandem em negócios e visam, juntamente com os estudos atuais, as melhores formas de se produzir algo que irá fazer bem para todos de uma forma tão simples.
O importante diante deste assunto é a visualização do problema de um modo geral, o Brasil sendo uma grande referencia comercial, inicia projetos como estes visando não só a melhoria ambiental nacional, mas também a ampliação dos negócios para os países a redor do mundo. Aspectos como estes vão muito além de dinheiro e de fama, estes requisitos fazem parte de um mundo que é de todos, onde são necessárias diversas catástrofes para que se enxergue um problema que estava ali presente a vários e vários anos. Portanto, estar sempre ligado em assuntos como este podem fazer a diferença na hora de se programar para as melhorias do ambiente, esta forma, o melhor beneficiado é o mundo como um todo.
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