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Curiosidade sobre o Palito de Fósforo

Ninguém quase nunca se pergunta sobre qualquer coisa relacionada à história do fósforo, porém, ao mesmo tempo, ninguém sabe como ele surgiu e qual a razão do uso dele ser tão importante para a humanidade nos tempos antigos. O fósforo durante muitos e muitos anos tinha como função acender o lume que aquecia os povos no inverno, com o passar dos tempos o fogo que vinha do fósforo passou a ser utilizado para a arte de cozinhar antigamente, e então, hoje em dia como podemos ver os fósforos não são mais tão utilizados como antigamente, até um pouco mais da metade do século XX, o fósforo ainda era considerado um dos apetrechos indispensáveis nas casas e nos locais onde os chefes de famílias iam fazer viagens ou coisas semelhantes, onde podiam encontrar o fósforo como arma para ajudar a cozinhar alimentos ficando isentos de bactérias ou danificações e conseguindo se proteger do frio acendendo uma fogueira, mantendo e alimentando o fogo que era necessário para que o frio ficasse longe. Estes fatos parecem sem fundamentos, mais contribuíram para um grande avanço na história, atualmente o uso de isqueiros é o principal meio de se adquirir fogo, porém, quem é que não recorreu a uma pequena caixinha de fósforo quando se viu sem o fogo?
Alguns mitos e verdades entram em contexto neste assunto, por exemplo, diversas crianças no mundo já tentaram acender centenas de fósforos em algum lugar que não fosse na parte lateral onde seria o local adequado para se acender, sempre havia a intenção de acender no asfalto ou em uma parede rustica, semelhante aos desenhos animados ou os cowboys de filmes americanos da década de 70 e 80. Essa imaginação fértil acontecia porque quando o fósforo apareceu na “mídia”, era muito utilizados em filmes e comerciais dos quais, de alguma forma, se era divulgado alguma marca de cigarro, e o fato de aparecer alguém fumando na televisão ou na revisa, era motivo de charme e glamour, por isso, acendiam o fósforo de maneira mais “estilosa”, influenciando boa parte do publico infantil na época. Porém com o passar dos anos, pode-se perceber que seria impossível repetir o feito realizado na televisão de acender um fósforo em algum outro local que não fosse a lateral da caixinha, além disto, a razão é muito simples: os fósforos vendidos para pessoas comuns e para utilização de dentro de casa são chamados de “fósforos de segurança”, que por sua vez, tem como o material básico de revestimento o suficiente para a combustão divido entre o palito e os recipientes, ou seja, os fósforos dos comerciais, por exemplo, provavelmente deviam ter uma química de combustão muito mais forte do que a de um fósforo de segurança.
Outro fator que apresenta a combustão ocorrida no fósforo, é o fato de que o fósforo em si, não é a “cabeça” que se encontra na parte superior do palito, mas sim a “parede” lateral da caixa que é áspera, que contém então, o fósforo vermelho. Para chegar a decisões sobre o modo como haveria combustões como estas, foram feitas uma série de pesquisas e estudos, e então a caixinha e os fósforos são compostas da seguinte maneira: na caixinha são contrados os Trióxido de Ferro (Fe2O3), Sulfeto de Antimônio (Sb2S3) e Goma Arábica (popular cola), no palito é encontrado o Clorato de Potássio (KCIO3) e não a pólvora, como 80% das pessoas que já utilizaram o fósforo pensam. A “fórmula” que foi utilizada para haver uma combinação entre determinados elementos químicos, deve-se aos possíveis “homens das cavernas” que de alguma forma, segundo as histórias, descobriram o fogo que combatia o inverno para eles. Entretanto, com o passar dos anos isto só foi evoluindo, e o fósforo pode até ter uma aparência insignificante, mais se pararmos para pensar em toda a sua produção e estudo, será percebido que era algo tão simples de ser pensado e que ninguém pensou anteriormente.
Outra questão bastante frequente é: Porque o nome “Palito de Fósforo?”, pois bem, durante um período muito longo, no início das pesquisas e em suas primeiras fabricações, o elemento químico “fósforo” em si, era colocado de fato no palito e acendia em qualquer superfície que fosse considerada rústica ou áspera. Este mesmo palito com elementos de combustão mais forte ainda é encontrado hoje em dia, um país que ainda comercializa esse tipo de fósforo é o Reino Unido. Entretanto, a maioria das pessoas utiliza, sabe onde vende, sabe do que é feito, mas ainda sim não sabe como surgiu, nem o ano em que surgiu, enfim, curiosidades básicas da história de um item que já fez ou vai fazer parte do cotidiano de milhares de pessoas, pelo pequeno fato de ser um item tão simples e com uma função tão importante dependendo do contexto diário da pessoa. Algumas pessoas acham que o fósforo surgiu a milhares de anos, outras nem sabem o porquê o inventaram, entretanto, de acordo com o passar dos tempos é possível afirmar, antes de conhecer a história, que o palito de fósforo foi criado com um único intuito: facilitar todas as pessoas que precisavam utilizar o fogo para alguma coisa.
A história do palito de fósforo inicia-se há muito tempo atrás, no século XIX mais precisamente, porém, a história do palito de fósforo que conseguiu mudar a forma de se produzir o fogo em si, iniciou-se bem antes, mais precisamente no ano de 1669, com a descoberta do elemento químico “P”, ou o famoso Fósforo. Um alemão chamado Henning Brand, vivia diariamente tentando transformar os metais que eram inutilizáveis em ouro, porém, acidentalmente ele descobriu o elemento base dos palitos ao estudar algumas amostras de urina que haviam mandado ao seu laboratório. Este mesmo material que obteve em suas mãos brilhava bastante e, por manter seu brilho constantemente, Henning Brand colocou o nome da substância encontrada de “Phosphoros”, que é um termo que quer dizer “aquele que trás a luz, que ilumina”. Com o passar dos anos, as coisas se acalmaram, e algumas pesquisas nem eram lembradas todos os dias como era no início da descoberta, porem, alguns fatores seguintes estavam por vir e contribuir para novas descobertas sobre estas pesquisas.

Então no ano de 1680, 11 anos depois da descoberta de Henning Ford, o cientista inglês chamado Robert Boyle entra nesta história, ele foi um dos mentores e fundadores da química de hoje em dia, e então conseguiu observar que era possível gerar uma pequena chama de fogo ao estabelecer atrito entre um pedaço mínimo de papel com o elemento fósforo, que estaria colado em uma madeira coberta de enxofre. Estas pesquisas fazem parte do mundo desde muitos anos atrás, onde ninguém nem imaginava que as tecnologias existentes hoje em dia eram possíveis, então com descobertas deste nível, os veículos de informações da época recebiam isto como um choque de impossibilidades, desacreditando da capacidade dos químicos e cientistas, e ainda duvidam de que aquilo seria humano. O cientista Robert Boyle, acreditava que o fogo gerado ali em sua frente não era causado somente pelo atrito estabelecido, mas também por algo diretamente ligado a estas duas substancias. E após centenas de estudos, descobriu que realmente estava certo, e que tinha descoberto o princípio básico que o conduziria à invenção do palito de fósforo.
Com o passar do tempo que se havia descoberto isto, vários tipos de apetrechos químicos foram desenvolvidos na Europa para a geração de fogo que Boyle havia concretizado. Alguns dos outros químicos e cientistas que se interessaram pela ideia, usaram a descoberta de Robert como base no que pretendiam com o fogo, porém outros ainda usavam gases como hidrogênio, entretanto, todos eram considerados muito perigosos para a época, que não tinham os recursos que temos hoje em dia mediante a qualquer pesquisa e estudo feito diante de operações de risco. No ano de 1805, um outro químico entra na história, desta vez foi um francês chamado K. Chancel, que surgiu de repente e não conseguiu fazer muita fama diante daquele momento, porém, após estudos desenvolveu um pequeno palito coberto de açúcar e clorato de potássio, entretanto, para que o palito queimasse o francês utilizava ácido sulfúrico no palito, ou seja, ele encharcava o palito no ácido onde não conseguia obter a forma que temos hoje, pois além da combustão excessiva, havia o fator da decomposição. Talvez por este motivo ele não tenha feito muito sucesso no contexto.
Após muitos anos, agra já no ano de 1827, o farmacêutico da Inglaterra chamado John Walker, despertou interesse em pesquisas deste ramo e após se infiltrar em estudos mais detalhados, descobriu que se combinasse, na ponta do palito criado, os elementos Clorato de Potássio, Sulfeto de Antimônio, Amido e Cola, ele iria conseguir acender esta mistura através de um atrito provocado entre aquela pequena parte e qualquer superfície árida encontrada nos lugares mais comuns. Então Walker batizou estes seus palitos de “Congreves”, em uma citação destinada aos foguetes bélicos que haviam sido inventando no ano de 1808 por William Congreve. As pesquisas surgiam e as ideias cresciam na medida em que uma nova combustão era descoberta, algo na cabeça de Walker sabia que esta fusão poderia dar muito certo para ele, embora tivesse pegado parte da experiência já pronta, ele conseguiu entrar nas pesquisas com o único ponto que faltava, o modo como obter-se fogo através de um atrito.
Então como a divulgação particular desta experiência, os amigos de Walker o apoiaram para que ele patenteasse a sua invenção, este é um registro que concede direitos particulares ao criador, mas mesmo com o apoio Walker decidiu não registrar, pois dizia que seu desejo é que aquele produto fosse um bem público. Então, diversas pessoas, entre cientistas e químicos, fizeram replicas do produto e procuravam sair como criadoras. Uma das pessoas mais conhecidas por isso é o Samuel Jones, que foi um dos primeiros a iniciar o comercio dos palitos de fósforo com o nome “Lucifers”, assemelhando o fogo a imagem do “diabo”. Embora a combustão entre aqueles elementos cheirasse um pouco mal e fossem consideradas perigosas, pois como não havia aperfeiçoamento algumas explosões ocorriam diretamente na mão da pessoa que fosse acender, o fósforo se tornou mais famoso ainda para os fumantes, que transportavam seus palitos de fósforos em caixinhas de porcelana ou estojos de metais para evitar acidentes. Enfim, o palito de fósforo tem uma variedade de curiosidades em sua história e por ser um item tão utilizado e tão pouco valorizado, vale saber um pouco mais sobre ele.
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